O meu amor por você
Me faz querer te ver chegar
Pular no seu pescoço, sentir suas mãos na minha cintura
Fechar meus olhos, beijar sua boca
Meu amor por você é aquele puro
De querer sentir seu cheiro, sua respiração
Ouvir seu silêncio enquanto minhas mãos aquietam seu coração
Esse meu amor, me inunda de lágrimas e ais em noite fria, me enche de saudade, vontade de estar perto de você
e esse meu amor, fazer com você
Sentimento que volta de onde nunca partiu
Denovo ouço meu próprio choro (infantil, sentido, profundo) e acho graça em sofrer de querer
Graça que dói, corrói, desmonta
Meu amor por você estava tão quieto, guardado
Não sentia mais sua boca na minha só em fechar meus olhos
Meu amor por você é calado, sem resposta
Como quero seu abraço, seu beijo, suas mãos, sua voz, seu olhar, sua risada
Correr te abraçar. Esperar você chegar. Te desejar, você me cuidar, me carregar pra você, me abraçar inteira, falar baixinho no meu ouvido, me aquecer.
São tantas cenas, eu e você.
É tanta falta. É tanta ausência.
Esse meu amor por você.
É só meu. Por você.
terça-feira, 18 de abril de 2017
segunda-feira, 27 de junho de 2016
Rosa dos Ventos
Ando confusa nas minhas assertivas
Distraída e pensativa. Conclusiva.
Tenho caminhos não percorridos ainda por aqui
Ando caminhante pelos meus pensamentos
Tantas estantes, palavras empilhadas
Histórias, estudos, cálculos, riscos, palavras
Tenho mais a saber a querer aprender
Sei que sei que nada basta nunca
Tudo que penso fica, tudo que aprendo muda
O tempo a cor a postura diante dos meus próprios escudos
Minhas flechas alteram a direção
Ando montando guarda e não há escuridão
A luz cintila trêmula com o vento das mudanças
que só... são
segunda-feira, 25 de abril de 2016
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Hoje foi um dia de desafios vencidos... dieta, dentista, academia... Bom retorno, muita vontade e força mais ou menos...kkk pegando no tranco, 2016, lá vamos nós... Menina! Tira a maquiagem pra dormir! Faz as sobrancelhas! Passe fio dental. Faça academia. E também as unhas. Hidrata as pontas desse cabelo! Durma cedo. Acorde cedo. Aproveite o verão. Leva o guarda chuva. Recarregue o bilhete único! Compre a ração. De atenção aos amigos! Escreve aquele artigo! Pagou o condomínio? Rezou, neh? Hoje eh dia de louvar aquele que cuida dos nossos caminhos, não esquece! Vai ao mercado. Preparou a dieta de amanha? Vai pegar gripe desse jeito! E as roupas, vai deixar na secadora? Resolveu o carro? O IPVA? Comeu uma maçã, é bom uma por dia. E um copo de vinho. Também 3 amêndoas. Responda o whatsapp, mas não rápido. Não demora, é urgente. Agora precisa voltar a pós graduação, né? Manda aquela música para sua tia! Da uma espiada no feed do face. Recarregue o celular. E as pilhas. E os bolsos. E as energias. Alguém pode precisar. Vamos retomar o reiki, a energia atlante. Recite um mantra para equilibrar. Aprenda árabe. E o novo Código de Processo Civil. Entenda os outros. Não durma com o cabelo molhado! Desligue a tv. Guarde a louça também. Pense só coisas boas. Não sinta saudades, ele não merece. Cuidado para não ser mal interpretada. Cuide de sua aparência. E das palavras. E da voz. E do que anda escutando. Faça uma boa ação todos os dias. Não julgue. Aprenda mais sobre a Bíblia. Queira comer menos. Coloque água na planta. E na fonte que ganhou de presente também. Eleve os pensamentos em oração pelos que ama. Leve o presente de casamento da sua amiga. Agradeça o porteiro, que lembrou do Controle remoto. Agende o oculista. Vê se dorme. Faça poesia. Não sofra. Corra. Caminhe alternadamente, gasta mais calorias. Cuide sempre. Faça as unhas de novo. Esqueceu a tinta do cabelo. Faz um post no facebook. Atualize seu blog. Espie o twitter. Atualize-se sobre a política. Não generalize. Encante-se. Renove-se. Lava o rosto. Passa protetor solar. Tira a maquiagem. Faça a maquiagem. Não se atrase! Não se adiante. Tira os sapatos. Troque os brincos. Jogue fora o jornal. E as notícias velhas. Não desliga o despertador. De um sorriso.Completando: visitar os primos. Os tios. O padrasto. Ir a um orfanato. Entender de signos e que a Via Láctea gira em torno de Alcyone.
terça-feira, 17 de novembro de 2015
segunda-feira, 13 de julho de 2015
ERA O MELHOR BEIJO DA MINHA VIDA
E eu nem desconfiava. E era carnaval, e era madrugada.
Ele chegou devagar, falou devagar.
Aquele olhar profundo que ainda hoje posso ver (e me perder)
E era mais um copo,
mais um whisky barato
E agora já era quase manhã
Mas ele chegou, depois ficou
E eu de preto, de luto, de surto na calçada
E ele me levou – olhei o rio, a água contrária. Os nossos
passos.
Olhei você – e um telefone no meio do caminho fez meu mundo
rodar
E seu toque minha boca sua voz meu olhar já eram trocados
Meu toque sua boca minha voz seu olhar
Meu mundo ali. Agora eu era Nasa, sem gravidade. Mas tinha
você.
E o melhor beijo dos meus dias. E eu ali já sabia.
E foram tantas as nossas madrugadas (e nossas risadas)
Passam tardes, anos, horas.
É só fechar os olhos
E já é madrugada de novo. E é dia dez de maio de um ano
depois de muitos outros
E é teu olhar. E é minha voz. E é tua pele. E é meu beijo. E
é tua boca.
Mais saudade de novo. Distância administrada. Muita estrada.
Mas o teu olhar que é meu. O meu beijo que é teu.
E era sem gravidade. E era quase hoje. E era saudade. E o
rio está lá.
E o silêncio da catedral. E o sorvete pra alegrar o dia. E
sua camiseta de banda de rock.
terça-feira, 6 de maio de 2014

Quando um pensamento rápido faz com que um nó no estômago seja remexido. Um rápido tremor, algo entre o frio e o corte. A mente debate, desvia e procura. Mas a busca é por tantas coisas que tudo se mistura e fica cinza. Porque as cores mudam com as misturas. E as idéias também. E muitas vezes as certezas.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
O sozinho e o fundamental...
Vejo gente que se acha feliz sozinha.
Aí, vejo amigas e mais amigas tirando fotos, indo pra baladas e montanhas.
Vão e voltam, sozinhas.
Vejo gente sozinha feliz, mas que sempre está num grupo onde outras pessoas sozinhas, também se comportam como felizes.
Mas na verdade, acho que todos querem ter uma companhia. E estou é falando de amor.
Os amigos que saem em bando e só olham as mulheres se expondo, mas tiram suas fotos com os outros brutamontes e suas vodkas, onde só os energéticos mesmo fazem real par.
Por outro lado, vejo gente que se embandeirava #soufelizsozinho #soufelizsozinha e trocando todas as suas capas do facebook com seus amores do momento - quiçá eternos - que Deus conserve!
O que vejo também, é que as pessoas não gostam de admitir, lutam um pouco contra, mas é que ultimamente todo mundo tem sido muito só.
E quem arruma uma companhia mais frequente, quem encontra alguma afinidade e consegue criar um vínculo afetivo, e até se apaixonar... conquista algo que quem está a margem, finge que não quer. Então, acho que não devem resistir. Lutem por isso, façam acontecer.
Acho que as pessoas não estão aqui pra ficarem sozinhas. Temos que aprender com o outro.
E esse outro, claro, vivendo em sociedade, pode ser o vizinho, o colega de curso, de trabalho, ou um parente ou amigo.
Mas a convivência a dois ensina coisas diferentes. Desde o namoro ensina.
Eu sou franca em dizer que não gosto de ficar sozinha. Apesar de também ter meus álbuns recheados de sorrisos e momentos felizes, falta sim, algo ali. Falta um coração piegas feito com as mãos.
Sou uma romântica condenada a crer que tudo ainda será possível, e se renova com o amanhecer.
Sou romântica mas detesto ser. Acho mesmo que quem enxerga a vida com menos cintilante pode ser menos afetado.
Li por vezes que leoninos vivem seus 'contos de fada' em cada história que entram. E pior, pasmem... mas é!
Vejo pessoas querendo dizer nas entrelinhas... estou livre, fazendo mil coisas sozinho, mas queria mesmo, era planejar uma lua de mel :P
Vejo aqui e ai também.
Vejo comigo mas vejo em você. Vejo também, naquele que estampa a solidão acompanhada.
(e essa sim, é contundente, pontiaguda, ardente, profunda e cortante) - melhor é fugir!!
Vejo tudo, fico silente e guardo as idéias pra um dia deixar aqui.
No final, vejo que quem está com alguém, é mais feliz, apesar de saber que não podemos depositar nossa felicidade nas mãos de outra pessoa, mas tomar as rédeas e fazer a escolha certa. A filosofia ensina que ser feliz é saber fazer as escolhas certas.
Veja você, leia você. Escolha você. Viva você. Viva, você!
"Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho"
Aí, vejo amigas e mais amigas tirando fotos, indo pra baladas e montanhas.
Vão e voltam, sozinhas.
Vejo gente sozinha feliz, mas que sempre está num grupo onde outras pessoas sozinhas, também se comportam como felizes.
Mas na verdade, acho que todos querem ter uma companhia. E estou é falando de amor.
Os amigos que saem em bando e só olham as mulheres se expondo, mas tiram suas fotos com os outros brutamontes e suas vodkas, onde só os energéticos mesmo fazem real par.
Por outro lado, vejo gente que se embandeirava #soufelizsozinho #soufelizsozinha e trocando todas as suas capas do facebook com seus amores do momento - quiçá eternos - que Deus conserve!
O que vejo também, é que as pessoas não gostam de admitir, lutam um pouco contra, mas é que ultimamente todo mundo tem sido muito só.
E quem arruma uma companhia mais frequente, quem encontra alguma afinidade e consegue criar um vínculo afetivo, e até se apaixonar... conquista algo que quem está a margem, finge que não quer. Então, acho que não devem resistir. Lutem por isso, façam acontecer.
Acho que as pessoas não estão aqui pra ficarem sozinhas. Temos que aprender com o outro.
E esse outro, claro, vivendo em sociedade, pode ser o vizinho, o colega de curso, de trabalho, ou um parente ou amigo.
Mas a convivência a dois ensina coisas diferentes. Desde o namoro ensina.
Eu sou franca em dizer que não gosto de ficar sozinha. Apesar de também ter meus álbuns recheados de sorrisos e momentos felizes, falta sim, algo ali. Falta um coração piegas feito com as mãos.
Sou uma romântica condenada a crer que tudo ainda será possível, e se renova com o amanhecer.
Sou romântica mas detesto ser. Acho mesmo que quem enxerga a vida com menos cintilante pode ser menos afetado.
Li por vezes que leoninos vivem seus 'contos de fada' em cada história que entram. E pior, pasmem... mas é!
Vejo pessoas querendo dizer nas entrelinhas... estou livre, fazendo mil coisas sozinho, mas queria mesmo, era planejar uma lua de mel :P
Vejo aqui e ai também.
Vejo comigo mas vejo em você. Vejo também, naquele que estampa a solidão acompanhada.
(e essa sim, é contundente, pontiaguda, ardente, profunda e cortante) - melhor é fugir!!
Vejo tudo, fico silente e guardo as idéias pra um dia deixar aqui.
No final, vejo que quem está com alguém, é mais feliz, apesar de saber que não podemos depositar nossa felicidade nas mãos de outra pessoa, mas tomar as rédeas e fazer a escolha certa. A filosofia ensina que ser feliz é saber fazer as escolhas certas.
Veja você, leia você. Escolha você. Viva você. Viva, você!
"Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho"
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Tantalicamente buscando
Utopicamente alcançando
Indubitavelmente duvidando
Impulsivamente planejando
Inigualavelmente diferenciando
Dramaticamente simplificando
Amavelmente odiando
Calmamente incendiando
Instantaneamente adiando
Emocionalmente pensando
Criativamente conservando
Gerundicamente falando
Terminantemente calando.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
mas a louca ainda é feliz
em saber que tem um coração
que sou como sempre fui
apaixonada, entregue...
e despedaçada como a rosa do cravo que brigou
é bom sentir vida. Ainda que dôa. Se dói, é porque fez muito bem antes
porque do que não fez bem, a gente não sente falta.
ainda não abro mão disso, é esperar um band aid pra alma
e quando estancar e cicatrizar o pedaço que me morre
o que fica fica mais forte. Mas espero - e quero - que eu permaneça assim
permeável ainda.
Que a água possa sempre me invadir.
Não acho que quem vive blindado, viva melhor... mas entendo quem o faz.
E acho que é nesse período de luto como o meu, então tomo um cadim de cuidado
a cada dia, pra não entrar na paranoia de defesa, e botar meu coração numa muralha.
em saber que tem um coração
que sou como sempre fui
apaixonada, entregue...
e despedaçada como a rosa do cravo que brigou
é bom sentir vida. Ainda que dôa. Se dói, é porque fez muito bem antes
porque do que não fez bem, a gente não sente falta.
ainda não abro mão disso, é esperar um band aid pra alma
e quando estancar e cicatrizar o pedaço que me morre
o que fica fica mais forte. Mas espero - e quero - que eu permaneça assim
permeável ainda.
Que a água possa sempre me invadir.
Não acho que quem vive blindado, viva melhor... mas entendo quem o faz.
E acho que é nesse período de luto como o meu, então tomo um cadim de cuidado
a cada dia, pra não entrar na paranoia de defesa, e botar meu coração numa muralha.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
O DIA EM QUE A LONA CAIU
O DIA EM QUE A LONA CAIU
...meus neurônios, em trabalho incessante, para arquitetar, equilibrar e sustentar uma lona para que não chova no meu pensamento.
A chuva vai e vem, eles correm com suas escadas, para sustentar onde a lona ficou mais pesada... agora vai piorar - avisou um sentinela! Mas o projeto é bom, e lá correm eles com suas bases de sustentação e retiram novamente qualquer excesso de água que cause alguma deformidade na cobertura.
Um dia só vem a garoa, fina, fria... mas bem mais fácil controlar. Os engerônios descansam... aproveitam pra dormir, já que o trabalho dos últimos dias foi - apesar de estável - contínuo.
Sempre alerta, o novato da equipe avisa: atenção, hoje o tempo pode desestabilizar e cair uma chuva forte! Mas os mais experientes, uns sentados aqui, outros alí não acionaram o sprinckler invertido no momento necessário.
Ouvem ? Trovões ? Mais e mais fortes... agora eles se agitam para todos os lados procurando equilibrar... equilibrar. Mas a lona apresenta bolsas d´água pra todos os lados, um alerta foi acionado, corram engerônios, corram, salvem a estrutura, ali, não pode, não pode chover! - grita silencioso o meu cérebro!
E as sombras que se formavam no solo, com a aproximação de cada ponto onde o acúmulo da água gerava, corriam soltas, perdidas, tentando se abrigar. Minutos infindáveis, e os arquitetos da minha mente, já tendo utilizado de todo o seu conhecimento e técnica, sucumbiram, molhados, na explosão contida, contínua e invasiva.
"Mas tem gosto de sal com açúcar..." - disse um operário insensato. "Calado", diz o mestre.
Agora temos que desenvolver o talude para a decantação. Tem coisa que ainda vai servir na reconstrução.
w.e.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
NÃO À GUILHOTINA!
Assistindo o Amor & Sexo, ouço: "x te aceita do jeito que você é" - isso as pessoas acham que é uma declaração de amor... mas não é bem assim. Como todos sabem e se cansam de ouvir, todo mundo tem suas neuras. Eu, porque sempre estive acima do peso, mas Anas, Marias, Claudias, Rebecas... têm porque são magras, umas outras, porque são altas, outras porque são baixas... enfim, por ai entra na lista o cabelo, o tom da pele, a voz... mas é bem verdade que sempre vai ter quem te ache feio, e quem te ache lindo. Quem te ache sensual, e quem te ache um pastel. A segurança da auto estima é uma boa parcela da beleza, mas ouvir a frase 'te aceita do jeito que você é' não me cheira bem. Gosto mesmo é de ouvir elogios. Se não acha que mereço, então, melhor o silêncio do olhar, rs. A mulher gosta mesmo é de ouvir: linda, gostosa, maravilhosa... e não: você é @#$#!%&# 'MAS' eu te amo MESMO ASSIM. !... MESMO ASSIM é tipo um...consolo. È como as gordinhas sempre ouvem (me refiro a essa parcela por estar inclusa nela, rs) "ah... MASSS você tem um rosto lindo"... "MAS seu cabelo é bonito"... genteeeeeeeeeeeeeeeee... quando ouço isso, sei que não é por maldade... mas me sinto na guilhotina...kkk. É a minha simples opinião, com um toque de segurança que a maturidade deu a quem sempre teve de enfrentar (e quebrar, e quebrou, rs) tabus e complexos, principalmente na adolescência... mas fica a dica: se é para ELOGIAR, simplesmente, elogie, sem explicações nem vírgulas!
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Na pedra na areia na beira do mar
...que a chuva me cubra intensa e densa como na pedra na areia na beira do mar o céu índigo pontilhado iluminado do brilho do gosto do rosto da boca do beijo do cheiro me veja sonhar não querer ouvir nem falar nem dizer só pra não esquecer a cena o detalhe a textura a ternura coração pele paixão emoção que ninguem vai tirar pra ficar e lembrar e querer e fazer e achar nem quando nem onde mas só respirar lembrar fazer querer voltar ver sonhar ouvir dizer falar completar e que a chuva me cubra intensa e densa como na pedra na areia na beira do mar...
terça-feira, 5 de julho de 2011
Eu tenho cachorros !
autor desconhecido, mas lúcido...
Aviso Para Quem Visitar A Minha Casa
Quando quiser me visitar fique a vontade, mas lembre-se:
Tenho Cachorros !
01
Lembre-se de que o cachorro vive aqui, você não.
02
Sim, ele tem hábitos desagradáveis. Eu também, assim como você. E daí?!
03
CLARO que ele cheira a cachorro... Já percebeu como nós, humanos, cheiramos ao final de um dia de trabalho? Coloque-se no lugar de alguém que tem um olfato 400 vezes mais sensível que o seu e sempre o receberá com explosões de carinho no retorno ao lar.
04
É da natureza dele tentar cheirar você. Por favor, sinta-se à vontade para
cheirá-lo também.
05
Se existisse algum risco do cachorro mordê-lo, eu não o deixaria se aproximar de você. Porém, não posso impedi-lo de responder a agressões que podem ocorrer até em pensamento, seja para com ele, seja para comigo a quem devota fidelidade. Os animais percebem, tenha certeza.
06
Se um cachorro tentar lambê-lo é porque aprova sua presença e quer demonstrar isso carinhosamente a você; e lembre-se que cachorros não mentem ou fingem.
Você já tentou beijar alguém e recebeu em troca um empurrão?
07
Aqui cachorro recebe os devidos cuidados veterinários, alimentação sadia e cuidados higiênicos.
08
Sua companhia é altamente recomendada pelos médicos, e a maioria das doenças que contraímos ao longo da vida com certeza nos são transmitidas por outros humanos.
09
Há diversas situações nas quais cachorros são preferíveis a pessoas (eu gosto deles mais do que da maioria das pessoas). Afinal de contas, sempre podemos confiar inteiramente em sua fidelidade e sinceridade.
10
Para você ele é um simples cachorro. Para mim é pequeno filho adotivo que anda de 4 e não fala tão claramente.
11
Eu não tenho problema em nenhum desses pontos. E você?
12
Seja bem-vindo.Volte sempre que quiser.
Os animais são mais sensíveis que nós, bastando se aproximar para distinguir com clareza os verdadeiros amigos!
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Mulher de 30
Uma mulher de 30 nunca o acordará no meio da noite para perguntar: O que você está pensando? Elas não se importam com o que você pensa, mas se dispõem de coração se você tiver a intenção de conversar. Se ela não quer assistir ao jogo de futebol na tv, não fica à sua volta resmungando, vai fazer alguma coisa que queira fazer...
E geralmente é alguma coisa bem mais interessante. Ela se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer. Elas não ficam com quem não confiam. Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem.
Você nunca precisa confessar seus pecados... elas sempre sabem... Ficam lindas quando usam batom vermelho. O mesmo não acontece com mulheres mais jovens... Mulheres mais velhas são diretas e honestas.
Elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um!
Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela. Basta agir como homem e o resto deixe que ela faça... Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos! Infelizmente isto não é recíproco, pois para cada mulher com mais de 30 anos, estonteante, bonita, bem apanhada e sexy, existe um careca, pançudo em bermudões amarelos bancando o bobo para uma garota de 19 anos...
Senhoras, eu peço desculpas! Para todos os homens que dizem: "Porque comprar a vaca, se você pode beber o leite de graça?", aqui está a novidade para vocês: Hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento e sabem por quê?
"Porque as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma lingüiça!". Nada mais justo!
E geralmente é alguma coisa bem mais interessante. Ela se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer. Elas não ficam com quem não confiam. Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem.
Você nunca precisa confessar seus pecados... elas sempre sabem... Ficam lindas quando usam batom vermelho. O mesmo não acontece com mulheres mais jovens... Mulheres mais velhas são diretas e honestas.
Elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um!
Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela. Basta agir como homem e o resto deixe que ela faça... Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos! Infelizmente isto não é recíproco, pois para cada mulher com mais de 30 anos, estonteante, bonita, bem apanhada e sexy, existe um careca, pançudo em bermudões amarelos bancando o bobo para uma garota de 19 anos...
Senhoras, eu peço desculpas! Para todos os homens que dizem: "Porque comprar a vaca, se você pode beber o leite de graça?", aqui está a novidade para vocês: Hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento e sabem por quê?
"Porque as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma lingüiça!". Nada mais justo!
terça-feira, 7 de junho de 2011
Atualizando a História dos Pitbulls
E muita coisa aconteceu desde este resgate.
Acreditem... não conseguimos ninguém para ficar com eles.
Hoje, já são nossos.
Aslan e Nina, ainda nos deram uma surpresa. Ela estava prenhe. Tivemos 4 filhotinhos em casa, nasceram dia 31/10/2010, amamentados pela Nina até os 2 meses. Após, fomos tirando dela, até que todos foram adotados ! Hoje são: Luna, Niko, Braddock e Hulk - rs. Temos sempre notícias de todos. Estão ótimos!
A Nina e o Aslan estão em nossa casa, não convivem com a Vanilla e a Cacau por razões óbvias. Ciume de todos contra todos, rs.
Mas estão otimos, felizes, comendo Eukanuba, passeando, enfim... são nossa família. Sem esquecer do Francisco e da Elis, claro (periquitos, rs)
É isso pessoal. Faltava postar um final feliz da história.
Acreditem... não conseguimos ninguém para ficar com eles.
Hoje, já são nossos.
Aslan e Nina, ainda nos deram uma surpresa. Ela estava prenhe. Tivemos 4 filhotinhos em casa, nasceram dia 31/10/2010, amamentados pela Nina até os 2 meses. Após, fomos tirando dela, até que todos foram adotados ! Hoje são: Luna, Niko, Braddock e Hulk - rs. Temos sempre notícias de todos. Estão ótimos!
A Nina e o Aslan estão em nossa casa, não convivem com a Vanilla e a Cacau por razões óbvias. Ciume de todos contra todos, rs.
Mas estão otimos, felizes, comendo Eukanuba, passeando, enfim... são nossa família. Sem esquecer do Francisco e da Elis, claro (periquitos, rs)
É isso pessoal. Faltava postar um final feliz da história.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Estes dois Pit Bulls foram abandonados em uma praça na Cohab II, pertinho de minha casa.Meu irmão, que também ama animais, foi em casa e avisou que eles estavam presos na quadra da praça, mas que os vizinhos - com medo - estavam dizendo que iam dar um jeito neles.
Foi então que meu marido, meu irmão e eu fomos lá e meu irmão conseguiu abrir a grade da quadra, quando os dois sairam pulando e brincando conosco, e seguiram meu irmão até a garagem da minha casa, onde estão até hoje.
A fêmea é bem mais velha, provavelmente com mais de 7 anos. Estamos chamando-a de Nina.

O menino é brincalhão e não deve ter 2 anos. Estamos chamando ele de Aslan.

Ambos são dóceis e muito carentes. Dormem juntinhos e brincam muito um com o outro, apesar de serem bem fortes e brutos nas brincadeiras, dá pra notar que são animais que vieram de alguma casa mesmo, pois tem bom comportamento, ficam deitadinhos juntos, se protegendo do frio.Tudo indica que são mãe e filho, pois são inseparáveis.
A vizinhança,assustada com o porte dos animais,estava ameaçando envenená-los ou linchá-los. Precisam ser adotados com urgência. Quem puder ajudar a salvar estas vidas, arrumando um lar para eles, que possam ser bem tratados e ficarem juntos, favor entrar em contato.
Nós estamos alimentando os animais,que choram quando nos afastamos.
Infelizmente nós não podemos ficar com eles, por espaço físico, pois ja temos a Vanilla e a Cacau, que também foram recolhidas das ruas quando pequenas, mas jamais aceitariam mais companhia. rs.
divulgue !
terça-feira, 24 de novembro de 2009
A Etiqueta da Infertilidade

Recebi este texto há alguns anos, mas tinha perdido. Recuperei buscando no Google, postado num blog de alguém que também passou por isso. É bacana, conscientizador, e faz com que quem passa por isso não se sinta um E.T.
beijos, w.e.
A Etiqueta da Infertilidade
Existem boas chances de que você conheça alguém que está lutando com a infertilidade. Mais de 5 milhões de pessoas em idade fértil nos Estados Unidos estão passando por infertilidade. Ainda assim, como sociedade, estamos lamentavelmente mal informados sobre como dar o melhor apoio emocional para as pessoas que amamos neste período difícil.
A infertilidade é, realmente, uma luta muito dolorida. A dor é parecida com o luto por perder um ente querido, mas é única porque é um luto recorrente. Quando um ente querido morre, ele não vai voltar. Não há esperança de que ele irá voltar dos mortos. Você deve passar por todos os estágios do luto, aceitar que nunca mais verá essa pessoa novamente, e seguir em frente com sua vida.
O luto da infertilidade não é tão metódico. As pessoas inférteis ficam de luto pela perda de um bebê que eles podem nunca chegar a conhecer. Elas ficam de luto pela perda de um bebê que teria o nariz da mamãe e os olhos do Papai. Mas a cada mês, há a esperança de que talvez este bebê tenha sido concebido finalmente. Não importa o quanto eles tentem se preparar para más notícias, eles ainda esperam que este mês seja diferente. Então, as más notícias chegam novamente, e o luto cobre o casal infértil mais uma vez. Este processo acontece mês após mês, ano após ano. É como ter um corte profundo que se abre novamente justo quando começava a cicatrizar.
Quando o casal decide seguir em frente com os tratamentos para infertilidade, a dor aumenta enquanto a conta bancária diminui. A maioria dos tratamentos para infertilidade envolve o uso de hormônios, que alteram o humor da usuária (meu marido lhe dirá que o efeito colateral é insanidade!) Os testes são invasivos e envergonham os parceiros, e você sente que o médico assumiu o controle do seu quarto. E para todo este desconforto, você paga muito dinheiro. Os tratamentos para infertilidade são caros, e a maioria das empresas de seguro não cobre os custos. Então, além da dor de não conceber um bebê a cada mês, o casal tem que pagar algo em torno de US$300 chegando até números de 5 dígitos, dependendo do tratamento utilizado.
Um casal eventualmente resolverá o problema da infertilidade de alguma destas três maneiras:
• Eles eventualmente conceberão um bebê.
• Eles vão parar com os tratamentos de infertilidade e decidir viver uma vida sem filhos.
• Eles encontrarão uma alternativa para ser pais, como a adoção.
Chegar a uma solução pode levar anos, então seu casal de amigos amado precisará de seu apoio emocional durante esta jornada. A maioria das pessoas não sabe o que dizer e por isso acaba dizendo a coisa errada, que apenas torna a jornada ainda mais difícil para seus entes queridos. Saber o que não dizer já é metade da batalha ganha para dar apoio:
NÃO diga a eles para relaxar
Todo mundo conhece alguém que teve problemas para engravidar, mas que finalmente conseguiu logo que ela "relaxou". Casais que conseguem engravidar após alguns meses de "relaxamento" não são inférteis. Por definição, um casal não é diagnosticado como infértil até que tenha tentado sem sucesso engravidar por um ano completo. Na verdade, a maioria dos especialistas nem mesmo tratará de um casal por infertilidade antes que eles tenham tentado engravidar por um ano. Este ano é para excluir as pessoas que não são inférteis, mas apenas precisam "relaxar". Os que sobram são verdadeiramente inférteis. Comentários como "apenas relaxe" ou "por que vocês não fazem um cruzeiro" criam ainda mais stress para o casal infértil, especialmente para a mulher. Ela sente que está fazendo alguma coisa errada, quando, na verdade, há uma boa chance de que haja um problema físico que a esteja impedindo de engravidar.
Estes comentários podem chegar a ponto do absurdo. Como casal, eu e meu marido passamos por duas cirurgias, numerosas inseminações, tratamentos hormonais, e quatro anos de médicos nos apertando e cutucando. Ainda assim, as pessoas continuavam a dizer coisas como, "se você apenas relaxasse durante um cruzeiro..." A infertilidade é um problema médico diagnosticável que deve ser tratado por um médico, e mesmo com o tratamento, muitos casais NUNCA conseguiram conceber uma criança. Apenas "relaxar" não cura a infertilidade.
NÃO minimize o problema
A falha em conceber um bebê é uma jornada muito dolorosa. Os casais inférteis estão cercados de famílias com crianças. Estes casais vêem seus amigos terem dois ou três filhos, e vêem estas crianças crescerem enquanto voltam para o silêncio de suas casas. Estes casais vêem toda a alegria que uma criança traz para a vida de uma pessoa, e sentem o vazio de não serem capazes de experimentar a mesma alegria.
Comentários do tipo, "aproveite que você pode dormir até tarde... Viajar... Etc." não oferecem conforto. Ao contrário, estes comentários fazem com que o casal infértil se sinta como se você estivesse minimizando a dor deles. Você não diria a alguém cujo pai acabou de morrer que ele deveria ficar feliz, pois não vai mais ter que gastar dinheiro com o presente de Dia dos Pais. Deixar de ter aquela obrigação nem mesmo está perto de compensar a incrível perda de um pai ou mãe. Da mesma maneira, poder dormir até tarde ou viajar não fornece conforto a alguém que quer uma criança desesperadamente.
NÃO diga que há coisas piores que poderiam acontecer
Nestes mesmos termos, não diga a seus amigos que há coisas piores que poderiam acontecer do que o que eles estão passando. Quem é a autoridade final sobre qual é a "pior" coisa que poderia acontecer a alguém? É passar por um divórcio? Ver alguém querido morrer? Ser estuprada? Perder um emprego?
Pessoas diferentes reagem a diferentes experiências de vida de maneiras diferentes. Para alguém que treinou a vida inteira para participar das Olimpíadas, a "pior" coisa que poderia acontecer é um ferimento na semana anterior ao evento. Para alguém que deixou a carreira para se tornar uma dona de casa por 40 anos após o casamento, ver seu marido trocá-la por uma mulher mais nova pode ser a "pior" coisa. E para uma mulher cujo único objetivo de vida é amar e nutrir uma criança, a infertilidade pode sim ser a "pior" coisa que poderia acontecer.
As pessoas jamais sonhariam em dizer a alguém cujo pai acabou de morrer, "Poderia ser pior, seu pai e sua mãe poderiam estar mortos". Tal comentário seria considerado cruel e não reconfortante. Do mesmo modo, não diga à sua amiga que ela poderia estar passando por coisas piores na vida do que a infertilidade.
NÃO diga que eles não foram feitos para ser pais
Uma das coisas mais cruéis que alguém já me disse foi: "Talvez Deus não queira que você seja mãe". Quão inacreditavelmente insensível é insinuar que eu seria uma mãe tão ruim que Deus achou melhor me "esterilizar divinamente". Se Deus estivesse no ramo da esterilização das mulheres no plano divino, você não acha que ele preveniria as gravidezes que terminam em abortos? Ou então não esterilizaria as mulheres que terminam por negligenciar e abusar de seus filhos? Mesmo que você não seja religioso, os comentários do tipo "talvez não seja para ser" não são reconfortantes. A infertilidade é uma condição médica, não uma punição de Deus ou da Mãe Natureza.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
DO MUNDO VIRTUAL AO ESPIRITUAL
Frei Betto
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é 'entretenimento' ; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo.. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:
"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !"
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é 'entretenimento' ; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo.. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:
"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !"
sexta-feira, 22 de maio de 2009
FOTO DA VIDA

Sábado. 8 horas da manhã.
--"Filhota, acorda... vem tomar café com a mamãe. Você dorme demais, estou cansada de te esperar..."
Eu ria. e acordava sonolenta e ia para a mesa, já arrumadinha, com leite fervido e tudo. Lá, sentávamos nós duas, e conversávamos durante umas 4 horas... esperanças, amores... lá saía ela com o chinelinho gritando o Junior (irmão).
-- "Juniooor", vamos no shopping, filho ?
Eu quase não ia. Até hoje não sou fã do vuco vuco. Mas ela adorava... colocava suas luvinhas, seu lenço na testa, pegava o carro e bii bii - fui ! (ligava de lá e perguntava: --Filha, quer alguma coisa ? rss).
Brincávamos muito. Ela colocava música alta e dançava com a vassoura. Eu quando menor, queria fazer igual. Depois de crescida, como ela mesmo dizia, fiquei velha, rs. Só a olhava e admirava cada pedacinho seu. Era linda. Olhos grandes, sempre maquiados (sim, tal como agora na moda, inspirado nas indianas... ) não saia de seu quarto sem o delineador impecável e o rímel... - todos os dias. Foi assim que cresci. Com uma mãe jovem, linda, bondosa, carinhosa e entregue aos filhos. Vivia por nós. Viúva aos 29 anos (eu com 8 anos e o jr com 6 meses!), foi guerreira e venceu o preconceito da sociedade, mostrando que uma mulher sozinha é capaz de criar filhos absolutamente 'normais'. Teve seu segundo marido, não no papel, mas o grande amor de sua infância que a vida fez reencontrar. Eu fazia faculdade - aliás, quando passei no vestibular, ela chovara mais que eu... com a cara pintada de verde (esta foto é real) bom, ela me buscava no meu serviço e me levava na faculdade. Muitas vezes... ficava junto com meu irmão 'acampada' me esperando, até o horario de saída. Comprava batata frita.
-- Filha, vamos almoçar em Piracicaba, naquele restaurante no Rio ? ... pronto. Lá íamos os três a pegar a estrada, almoçar no interior num domingo gostoso.
1995/96 ela fez um exame, que detectou um nódulo na mama esquerda. Muito inícial, mas maligno. Fez exames, quadrantectomia e radioterapia. Sofreu um bocado, mas era forte e nem reclamava. Ia ao hospital Santa Rita com meu irmão, com 13/14 anos. Fez tudo direitinho. Ficou boa. Alguns meses depois, lá estava ela indo para o shopping novamente, com luvas novas (ela colocava luvas para o volante não dar calos nas mãos...rs. – bem se vê como dirigia pouco, rs. ) não parava. Sempre estava animadinha, indo pra algum canto, vestida na sua calça jeans com lycra, sempre apertadinha... quando frio... usava jaqueta de couro e muitas pulseiras. Ela era a moderninha em casa, e eu, a véia – sempre usei mais roupas sociais. Eu tinha 1 tênis. Ela, uns 4.
-- Junior, tenho que chamar a ambulância. Não dá mais pra ficar com a mamãe aqui.
1999. dia 02 de fevereiro, 1h da manhã.
Após 8 meses tendo tido uma recaída com o C.A., que havia generalizado, eu tomo a decisão de não mantê-la mais em casa. Fiquei até quando pude. Naquele dia, não dava mais.
Dia 04. Vejo enfermeiros a cercando – chamados pela minha tia, sua irmã, que estava comigo no hospital – mexendo, medindo pressão, gritando um alerta...enfim, pedi: deixem-na em paz. Queriam fazer mais furos em seu bracinho já tão judiado para outro soro, injeção, transfusão. Eu, pedi que se afastassem, e o médico consentiu. Fiquei em oração – totalmente desgovernada, pois me lembro que pensava: pai nosso que estais no céu... seja feita sua vontade... venha nós o vosso reino... e começava tudo denovo – pois olhava pela última vez, aquela respiração cada vez mais espassada. Segurei em sua mão, olhei para a irmã (minha tia) totalmente transtornada, mas silente também, do outro lado da cama. E assim nós assistimos a sua passagem, às 2 horas da manhã mais triste que eu já amanheci.
Ligações. Providências. Tudo tão irreal para mim. Minha mãe era maravilhosa, a quem sei que vou reencontrar. Sinto as vezes sua presença em amor. Fui mimada e muito amada por ela, igualzinho a meu irmão. Mulher batalhadora, sofreu as intempéries da vida sempre com brilho nos olhos. Amou muito. Chorou. Mas brincou infinitamente, e até seus 45 anos, aproveitou a vida... como sempre dizia, toda manhã que me acordava...
--Filha, acorda. Já são quase 8 horas da manhã... o dia ta tão lindo... vamos aproveitar a vida!
Esta era minha relação com minha mãe. Faço aniversário no mesmo dia que o dela. Fica a Saudade. Dia 9 agora, foi outra de minhas ‘crises’ de choro. Ouvi uma música ‘dela’. Sabem ASTRONAUTA DE MÁRMORE (a lua inteira agora é um manto negroo... sempre estar lá, e ver ele voltar...não era mais o mesmo mas estava em seu lugar... ) pois é. Ela amava esta música. E quando tocou no rádio a noite, eu desabei. Chorei. Chorei. E chorei. Suspiro, lembro de seu sorriso, sua voz – que esta cada vez mais distante de mim. Mas lavo minha alma com a certeza de que a amei todos os minutos e fiz tudo que estava a meu alcance. Dormia a seu lado, num lençol estendido no chão, para não ter sono profundo e checar sua respiração e temperatura. Abracei muito. Peguei no colo, as vezes que caiu. Meu grande amor.
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